Apaixonados e loucos. Acredito que todo mundo tenha pelo menos um pouco dessas qualidades, ou desses defeitos. Os jornalistas talvez tenham um pouco mais. Trabalhamos por horas a mais, não ganhamos tanto quanto achamos que merecemos, e a realidade não é aquela que a gente imaginava. Enfim, nunca estamos satisfeitos. E mesmo assim seguimos na profissão.
Os jornalistas que gostam de futebol talvez contem com um pouco mais destes dois adjetivos. E ficam orfãos após o fim de uma Copa do Mundo. Colocamos o relógio para despertar para assistir Coréia do Sul e Grécia na maior felicidade, torcemos para o Brasil e escolhemos outra seleção além da nacional (eu sempre torci para a Espanha, sem sacanagem).
Torcemos para os jogadores que mais nos agradam, desde o Messi até o Honda. Torcemos por treinadores. Torcemos mais do que nunca para o bolão do qual participavámos. Nos emocionamos com a emoção de quem não temos nada a ver. Cansamos de ver a mesma cena, seja ela um gol, uma defesa ou uma comemoração.
Para nos alegrar, percebemos que a próxima será aqui perto de nós. e hoje claramente me veio uma preocupação, que acredito que possa ser comum a muitos outros na mesma situação que eu. Assiti a Copa por diversos meios de comunicação. Vendo caras como Galvão Bueno e José Trajano se emocionando, e vendo que eu quero ser jornalista muito em parte por causa do futebol, me perguntei: Onde estarei em 2014?
Sim, porque assim como eu, milhões de pessoas desejam estar no mesmo lugar. Conheço gente de sucesso na profissão, assim como sei de pessoas que simplesmente abandonaram o sonho após ver que não era possível.
A minha preocupação é semplismente a realidade de uma Copa do Mundo. É tristeza para uns, felicidade para outros. É emoção, é razão. É lutar pelo objetivo, é sorte. Tomare que tudo de certo para quem corra atrás. O bom é que, diferente de uma Copa do Mundo, não é apenas um que vence, apesar da concorrência ser enorme.
Apaixonados ou loucos? Sei lá.
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